Operadores logísticos no cenário econômico contemporâneo

Tiago F. Scarano
Tiago F. Scarano é professor do Curso de Logística da Univates

Exposto ao atual cenário global, onde tudo muda rapidamente, onde o que é novidade hoje, amanhã não é mais, a falta de tempo, o ciclo de vida dos produtos, o advento das questões sociais e ambientais, a logística tornou-se um fator preponderante no desempenho das organizações e também na vida pessoal de todos nós. A todo o momento estamos pensando e (re)pensando nossa logística diária. O ir e vir para o trabalho, para a escola, para o lazer, tudo envolve logística. Para alguns especialistas da área, logística é sinônimo de tempo, sendo este o “Calcanhar de Aquiles” de parte das pessoas e empresas.

Com a disseminação do conhecimento e crescimento e importância da logística, outro termo também ganhou espaço nos últimos anos – Operador Logístico (OL). O que é? O que faz? Para que serve? Quem precisa? São perguntas ainda difíceis de serem respondidas por muitas pessoas e organizações empresariais. Primeiramente é necessário conceituar o Operador Logístico, que muitos também chamam de Facilitador Logístico ou Terceiro Logístico. Segundo Vivaldine e Pires (2010), o OL é um agente integrador entre a empresa e seus parceiros com a responsabilidade de administrar os processos operacionais. Torna-se um facilitador da cadeia.

Diversas são as atividades desempenhadas por esses facilitadores logísticos, desde as atividades ditas mais básicas, como armazenagem, transporte e distribuição, até montagem de kits para seus clientes, planejamento de estratégias logísticas para empresas e cadeias de suprimentos de longo prazo, medição de desempenho logístico, monitoramento e correção de problemas, entre outros.

As empresas podem se beneficiarem de inúmeras formas quando contratam um operador logístico. São eles: redução de custos (essa redução pode ocorrer não necessariamente no curto prazo); melhoramento no nível de serviço; aumento da flexibilidade operacional; foco nas competências chave do negócio (core business); redução de desgastes entre as partes de uma cadeia de suprimentos.

A cada dia fica mais acirrada a concorrência na área logística, os clientes estão exigindo competências mais pontuais para suas respectivas demandas. Sendo assim, para se destacarem no mercado os Operadores Logísticos precisam despender variáveis que influenciam na hora da contratação de um serviço, como: certificação ISO, rastreamento por satélite, sistemas ERP e WMS, logística reversa, consultas via internet sobre o status da carga, controle de estoque, escritório no exterior, entre outros.

Tanto a logística como os seus facilitadores são uma realidade. Quanto mais dinâmico ficar o mundo, mais iremos precisar desses “novos” conceitos.

Tiago F. Scarano é professor do Curso de Logística da Univates

Currículo Lattes: http://lattes.cnpq.br/7620837124130552

 

 

 

 

 

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